Processo de Formações da Carepa de Laminação

O aquecimento do aço carbono a temperaturas situadas entre 575° C e 1370° C provoca a formação de uma camada de óxidos denominada carepa de laminação. Esta película é formada por três camadas de óxidos sobrepostas: wustita (FeO), magnetita (Fe O ) e hematita (Fe O ). Placas, tarugos, blocos, chapas, vergalhões e Perfis são laminados em temperaturas próximas de 1000 ° C.

A camada formada é uma película cinza-azulada, muito dura, aderente e lisa, que recobre completamente o aço, e cuja espessura média pode variar de 10 a 1000 micrometros.

Este revestimento natural é, para muitos, sinal da existência de um ótimo revestimento de base para a pintura. Infelizmente esta é uma falsa idéia muito disseminada no meio técnico.

Devido ao fato da carepa possuir coeficiente de dilatação diferente daquele do aço, ela acaba se trincando durante os ciclos naturais de aquecimento e resfriamento, permitindo a penetração de água, oxigênio e contaminantes variados. A presença de eletrólitos causa a formação de uma pilha, onde o aço é oxidado e a reação de redução do oxigênio acontece sobre a carepa. Depois de algum tempo de ataque, a ferrugem progride por baixo da carepa, expulsando-a da superfície do aço.

Um outro problema com a carepa é que ela, sendo muito lisa, não fornece a rugosidade necessária ao perfeito ancoramento mecânico da tinta. A carepa, não protege o aço da corrosão atmosférica. Ela precisa ser removida antes de se iniciar o processo de pintura, pois, uma vez trincada, ela reterá os constituintes necessários ao processo corrosivo. A pintura sobre a carepa não evitará que o processo de corrosão continue, pois toda tinta, seja ela qual for, é permeável à passagem de oxigênio e vapor de água. A ferrugem se expandirá e terminará com a ruptura da película da tinta.

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